calhandrizIncrustada num território caprichosamente desenhado pela erosão, a povoação de Calhandriz, anfiteatro natural de grande beleza, é muito anterior à fundação de Portugal. O traçado urbano da freguesia, agarrado ao relevo da serra, e por isso nem sempre harmonioso, é único no concelho de Vila Franca de Xira.

O casario estende-se encosta abaixo, num cair suave que agrada aos seus cerca de novecentos habitantes, beneficiários das fantásticas vantagens de um ambiente rural tranquilo.

Os parcos vestígios arqueológicos encontrados na Ribeira de Calhandriz, ao longo da qual se desbravava um caminho de terra batida que conduzia a Alverca, permitem concluir que a presença humana no local data do período pré-histórico. Da passagem dos romanos pelo local pouco se sabe, não existindo outro testemunho em pedra que não seja a lápide trabalhada que se encontra à entrada da Igreja de São Marcos, que terá pertencido a um edifício senhorial.

Palco das invasões Francesas no início do século XIX, Calhandriz acolheu cinco importantes fortes militares, integrados nas famosas Linhas Defensivas de Torres Vedras. Os vestígios dessas fortificações, construídas na serra, entre montes e vales, são ainda visíveis, e bem assim visitáveis, nos dias de hoje. É o caso, nomeadamente, do Reduto Novo da Costa da Freira e do Reduto da Serra do Formoso (este último localizado numa zona de fronteira entre S. João dos Montes e Calhandriz), em bom estado de conservação.

Tornada famosa pela excelente qualidade das cerejas que produz, Calhandriz é terra de bom vinho e boa mesa, atributos que transformam as desvantagens da interioridade num benefício, não só para os que lá vivem mas, também para os que a visitam. Tempos houve em que teve quintas famosas, que os mais velhos ainda recordam, como Quinta Alegre e a Quinta da Calçada, de produções abundantes.

Rainha do pedaço, a cereja preta de Calhandriz é a matéria-prima com que ali se faz ainda hoje um licor inimaginável, no aproveitamento de uma velha receita conventual. Os escassos treze quilómetros que separam de Vila Franca de Xira e os trinta que de Lisboa fazem dela um apetecível destino, convite irrecusável a descoberta da gastronomia, da natureza e das atividades ao ar livre.

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Igreja Matriz de São Marcos

igreja de se3o marcos2A Igreja Matriz de São Marcos (mais conhecida por Igreja de São Marcos), apresenta características setecentistas, situada na Calhandriz, é a única Igreja da freguesia.

Desconhece-se a sua data original de construção, sabendo-se apenas que foi reconstruída após o terramoto de 1755.

Não se conhece a data original da sua construção, existindo vestígios de uma construção romana (lápide trabalhada do período Romano) que terá existido no local onde hoje se ergue a Igreja, no seu interior subsistem várias peças da reconstrução. Desde logo a imagem de S. Marcos Padroeiro da Freguesia e uma tela com a figura da Nossa Senhora da Assunção ambas do Séc XVIII. O altar-mor é revestido a talha dourada e policromada.

No ano de 1755, após o grande terramoto que devastou a cidade de Lisboa e as regiões circundantes (como o Vale da Calhandriz), iniciou-se a reconstrução da Igreja de S. Marcos.

Entre os anos de 2001 e 2002 o templo foi alvo de obras de recuperação, promovidas pela paróquia local.

 

Fortalezas das Linhas de Torres

ltorresNa freguesia, existem cinco fortes militares pertencentes às defesas das Linhas de Torres Vedras, que defenderam a cidade de Lisboa durante as Invasões Francesas. Calhandriz é a freguesia, de Vila Franca de Xira, que inclui o maior número de estruturas fortificadas pertencentes às Linhas de Torres Vedras (edificadas entre 1809 e 1812).

Das fortificações existentes destacamos, o Reduto Novo da Costa da Freira, oReduto Novo da Serra do Formoso e os Fortes n.º 1 e n.º 2, que se encontram em bom estado de conservação. Existe ainda o Forte n.º 3 que se encontra em ruínas.

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