museu2O Museu de Alhandra - Casa Dr. Sousa Martins situado junto à na zona ribeirinha de Alhandra, em frente ao rio Tejo.

Propriedade de Junta de Freguesia, este Museu ocupa a antiga casa do médico e farmacêutico Dr. José Tomás de Sousa Martins.

Inaugurado em 1985, este museu apresenta um vasto espólio ligado a este conhecido médico, farmacêutico e professor, cujo historial é transmitido através da exposição de documentos, livros, quadros, fotografias, instrumentos de trabalho, objetos de uso quotidiano e coleções particulares.

O Museu possui ainda um espaço dedicado a exposições temporárias e colóquios, na Galeria Augusto Bértholo.

O espaço dispõe ainda de uma pequena biblioteca especializada em história e património local.

 

Dr Sousa MartinsJosé Tomás de Sousa Martins

(7 de Março de 1843 - 18 de Agosto de 1897)

Nasceu em Alhandra, foi médico e professor catedrático da Escola-Cirúrgica de Lisboa, antecessora da Faculdade de Medicina de Lisboa.

Formado em Farmácia e Medicina, trabalhou de forma intensa e, na maioria dos casos, gratuitamente, sobretudo no combate à tuberculos.

Orador brilhante, dotado de humor e inteligência, homem de actividade inesgotável e praticante incansável da caridade junto aos mais desfavorecidos, exerceu uma forte influência sobre os colegas de profissão, os alunos e os pacientes que tratou. Esta influência metamorfoseou-se e perpetuou-se no tempo, tendo a figura de Sousa Martins assumido contornos de santo laico, num culto actual, bem visível nos ex-votos colocados em torno da sua estátua no Campo de Santana, em Lisboa, e no cemitério de Alhandra, onde está sepultado.

Foi sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa.

 

Dr. Sousa Martins - Obras publicadas

O Pneumogástrico, os Antinomiais, a Pneumonia - Memória apresentada à Academia Real das Ciências de Lisboa, Tipografia da Academia Real das Ciências de Lisboa, Lisboa, 1867. A Patogenia Vista à Luz dos Actos Reflexos, Tese de Concurso, Tipografia Universal, Lisboa, 1868. Patogenia e Célula, 1868. Relatório dos Trabalhos da Conferência Sanitária Internacional reunida em Viena em 1874, apresentado pelo delegado português a essa conferência J. T. Sousa Martins, Imprensa Nacional, Lisboa, 1874. Relatório dos Trabalhos da Conferência Sanitária Internacional, reunida em Viena, em 1874, Imprensa Nacional, Lisboa, 1874. A Medicina Legal no Processo Joana Pereira, Resposta a uma consulta, Imprensa da Universidade, Coimbra,1878. A Febre Amarela Importada pela Barca "Imogene", Tipografia Portuguesa, Lisboa, 1879. Os Typhos de Setúbal, Relatório sobre a Memória acerca dos typhos de Setúbal do Sr. Dr. Francisco Ayres do Soveral e Parecer sobre essa memória por Sousa Martins, Imprensa Nacional, Lisboa, 1881. "Movimentos Pupilares Post-Mortem e Intra-Vitam", in Revista de Neurologia e Psychiatria, Lisboa, 1888. A Tuberculose Pulmonar e o Clima de Altitude da Serra da Estrela, Imprensa Nacional, Lisboa, 1890. Costumes da Ocidental Praia - Evolução de uma Lei no Período Metafísico, Físico e Moral (publicado sob o pseudónimo de Zehobb Cêrvador), Tip. da Companhia Nacional Editora, Lisboa, 1890. Discurso pronunciado na inauguração do Mausoléu Sobral na Cidade da Guarda, Tipografia da Companhia Nacional Editora, Lisboa, 1894. Comemoração de Louis Pasteur, Discurso feito na Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa, Tipografia Castro Irmão, Lisboa, 1895.

Localização

 

 

Aberto de Quarta a Domingo

Horário: 9h30 às 12h30 -14h00 às 17h00
Contactos
0
0
0
s2sdefault

Caminho Ribeirinho

caminho pedona ribeirinho alhandra af3 823x420O caminho Pedonal Alhandra - Vila Franca de Xira, estende-se por três kilómetros, desde o Museu de Alhandra - Casa Dr. Sousa Martins até a Biblioteca de Vila Franca de Xira.

Desfrute deste circuito, a pé ou de bicicleta, a fazer jogging ou piqueniques, ou simplesmente a descansar e apreciar a paisagem, estas são algumas possibilidades que este espaço lhe oferece.

Ao longo deste espaço pode também apreciar algumas das modalidades desenvolvidas por associações da nossa Freguesia de que são exemplo a canoagem, a Vela e a Pesca Desportiva.

 

 

 

 

Praça Soeiro Perreira Gomes

pracaSoeiroNeste largo ergue-se o monumento a Soeiro Pereira Gomes, da autoria dos escultores João Duarte e João Afra. O monumento é, não só uma homenagem à figura de Soeiro, mas também a todos os “filhos dos homens que nunca foram meninos”.

CoretoAlhandra

Também na mesma zona situa-se um jardim, que tem como característica o majestoso Coreto da Sociedade Euterpe Alhandrense que data da sua inauguração de 1 de novembro 1934. Este Coreto sofreu obras de restauro e a sua recuperação exigiu que a cúpula tivesse de ser toda reconstruída manualmente.

 

 

 

Igreja Matriz de São João Baptista

matrizAlhandraA primitiva igreja matriz, foi fundada pelo Cardeal D. Henrique, em 1558, sendo considerada um templo majestoso pela sua qualidade artística e pela proeminência da sua implantação, dado situar-se cerca de 200 metros acima da vila. Em 1887, sofreu um violento incêndio, pelo que foi totalmente reconstruída. Possui uma arquitetura de linhas extremamente simples, depurada de elementos decorativos. Contudo, no seu interior, compreende um espólio de arte sacra dos séculos XVII e XVIII, de grande qualidade plástica, sendo alguns objetos da primitiva igreja e outros provenientes de igrejas de Lisboa.

 

Igreja de Nossa Senhora da GuiasraGuia

Este edifício de planta retangular apresenta, ao nível do seu interior, como motivos de interesse, os dois baldaquinos em talha dourada e pintada que albergam as figuras de Nossa Senhora da Conceição e de Cristo Crucificado - na nave - e os lambris azulejares de tapete seiscentistas que revestem os muros laterais - na zona da capela-mor. 

 

Capela de Nossa Senhora de Fátima

Situada junto a Urbanização da Chabital

igrejansfatima 1

 

 

 

SraPortal

Capela de Nossa Senhora da Conceição do Portal

Nela se destaca o retábulo de madeira entalhada dourada e pintada, com nicho a albergar a figura de Nossa Senhora da Conceição inscrito em arco quebrado superiormente articulado com cornija sobrepujada por 2 anjos tenentes em madeira. 

 

 

  

0
0
0
s2sdefault

pescaDesignada inicialmente Alhama, como acontecia com Aragão, Granada e Múrcia, localidades termais Árabes em Espanha, Alhandra foi também conhecida, no período que se seguiu à Reconquista Cristã da Península Ibérica, como o lugar de Torre Negra. A palavra Alhama, poderá derivar de uma corrupção árabe da palavra Alhodera ou Alhodra, que identifica tributo. A hipótese – porque é disso que se trata - não está historicamente confirmada, uma vez que é grande o desconhecimento sobre a vida no local no período anterior à reconquista cristã.

Antes dos Árabes, por aqui passaram os barcos romanos, conforme se comprova pelos fragmentos de ânforas, usadas no transporte de vinho, encontrados frente à lezíria, na zona do Marquês, e entre o Mouchão de Alhandra e as Lezírias. A Igreja, que assumiu a propriedade das terras depois da expulsão dos mouros, que ficaram desertas, chamou ao lugar desabitado e improdutivo Herdade de Alhandra. Para atrair povoadores o bispo de Lisboa, D. Soeiro Gomes, em Abril de 1203 concede alguns privilégios aos habitantes, beneficiando o clero e a nobreza que quisessem mandar cultivar a terra, desde que cumprissem as obrigações forais por ele impostas.

Os primitivos habitantes terão vivido no alto do monte, onde se ergue a igreja Matriz de São João Baptista, a avaliar pelos vestígios de habitações e as moedas encontradas nas proximidades do Poço Bravo.

estacaoOs altos privilégios da Igreja só foram moderados em 1480, por decisão de Cardeal D. Jorge da Costa que fez um acordo com o senado da Câmara, restringindo as prerrogativas dos prelados.

Alhandra foi concelho durante mais de seis séculos, englobando as freguesias de São João dos Montes e Calhandriz e, mesmo, de 1850 a 1855, Alverca.

Até finais do séc. XIX, a população vivia da pesca, da agricultura e do fabrico de telhas e tijolo.

Mas a industrialização trouxe a Fabrica de fiação de tecidos de lã, mais tarde conhecidos por Empresa Nacional de Penteação de Lãs, na Quinta da Figueira e a Fabrica de Cimento Tejo, de António Teófilo Araújo Rato, iniciando uma profunda mudança.

Acimpor Praça 8 de Maio de 1944, junto à Estação Ferroviária, imortaliza a data da primeira greve aqui realizada. O progresso associado à mudança fez com que a boa parte das construções seja da viragem do séc.XX, muitas com fachada de azulejos. E representativo é também o Bairro Fabril da Cimpor, com pátio ao centro, criando um arremedo de aldeia portuguesa, bem à medida dos valores do Estado Novo.

Referência  Bibliográfia: "Vila Franca de Xira SABER MAIS SOBRE..."

0
0
0
s2sdefault