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Designada inicialmente Alhama, como acontecia com Aragão, Granada e Múrcia, localidades termais árabes em Espanha, Alhandra foi também conhecida, no período que se seguiu à Reconquista Cristã da Península Ibérica, como o lugar de Torre Negra. A palavra Alhama, poderá derivar de uma corrupção árabe da palavra Alhodera ou Alhodra, que identifica tributo. A hipótese – porque é disso que se trata - não esta historicamente confirmada, uma vez que é grande o desconhecimento sobre a vida no local no período anterior à reconquista cristã.

Antes dos árabes, por aqui passaram os barcos romanos, conforme se comprova pelos fragmentos de ânforas, usadas no transporte de vinho, encontrados frente à lezíria, na zona do Marquês, e entre o Mouchão de Alhandra e as Lezírias. A Igreja, que assumiu a propriedade das terras depois da expulsão dos mouros, que ficaram desertas, chamou ao lugar desabitado e improdutivo Herdade de Alhandra. Para atrair povoadores o bispo de Lisboa, D. Soeiro Gomes, em Abril de 1203 concede alguns privilégios aos habitantes, beneficiando o clero e a nobreza que quisessem mandar cultivar a terra, desde que cumprissem as obrigações forais por ele impostas.

Os  primitivos habitantes terão vivido no alto do monte, onde se ergue a igreja Matriz de São João Baptista, a avaliar pelos vestígios de habitações e as moedas encontradas nas proximidades do Poço Bravo. Os altos privilégios da Igreja só foram moderados em 1480, por decisão de Cardeal D. Jorge da Costa que fez um acordo com o senado da Câmara, restringindo as prerrogativas dos prelados.

Alhandra foi concelho durante mais de seis séculos, englobando as freguesias de São João dos Monte e Calhandriz e, mesmo, de 1850 a 1855, Alverca.

Até finais do Séc. XIX, a população vivia da pesca, da agricultura e do fabrico de telhas e tijolo.

Mas a industrialização trouxe a Fabrica de Fiação de tecidos de Lã, mais tarde conhecidos por Empresa Nacional de Penteação de Lãs, na Quinta da Figueira e a Fabrica de Cimento Tejo, de António Teófilo Araújo Rato, iniciando uma profunda mudança.

A Praça 8 de Maio de 1944, junto à Estação Ferroviária, imortalizada a data da primeira greve aqui realizada. O progresso associado à mudança fez com que a boa parte das construções seja da viragem do Séc. XX, muitas com fachada de azulejos, E representativo é também o Bairro Fabril da Cimpor, com pátio ao centro, criando um arremedo de aldeia portuguesa, bem à medida dos valores do Estado Novo.

  




                                                                                      

                               

                                                                                                                                                                                

     Referência  Bibliográfia: "Vila Franca de Xira SABER MAIS SOBRE..."

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